segunda-feira, 14 de janeiro de 2013

Mosteiro de Santa Clara-a-Velha

Fundado em 1283, por D. Mor Dias, o Mosteiro de Santa Clara de Coimbra foi entregue às freiras clarissas pouco depois. Dona Isabel de Aragão, a Rainha Santa Isabel, interessou-se pelo convento, entretanto extinto, e mandou construir novos edifícios em estilo gótico, de que se destacam o claustro e a igreja, sagrada em 1330.





O Mosteiro cedo foi palco das inundações provocadas pelo rio Mondego e alvo de adaptações arquitectónicas a esta circunstância. Finalmente em 1677 e as freiras mudaram-se para um novo edifício, construído num lugar mais elevado, passando o primitivo a ser chamado Santa Clara-a-Velha.
 
 
 
 
 
Depois de um amplo projecto de valorização este Monumento Nacional e Sítio Arqueológico (Séculos XIV – XVII), passou a dispor de um Centro Interpretativo. O percurso do visitante engloba visita às ruínas, exposição de espólio arqueológico conventual, exibição de filmes e modelação virtual.
 



Vista aérea do Mosteiro (Google Maps)
 
 
Links úteis:
 


Igreja de Santa Cruz - Panteão Nacional


O primeiro local de interesse dos sete que irei mencionar é o Mosteiro de Santa Cruz.
 
Iniciado em 1131, sob o patrocínio de D. Afonso Henriques, e entregue à ordem dos Cónegos Regrantes de St.º Agostinho. De entre os notáveis que frequentaram a escola do Mosteiro, destaca-se St.º António, que em Coimbra tomou as ordens de S. Francisco. A igreja românica teve plano do arquitecto francês Roberto.
 


Das obras promovidas pelo Rei D. Manuel I, destacam-se as abóbadas atribuídas a mestre Boitaca, ou o notável cadeiral manuelino, de 1513, e cujo coroamento tem temática alusiva aos descobrimentos Portugueses. Merecem igual destaque as encomendas régias a Nicolau Chanterenne, para a execução dos jacentes dos túmulos reais, em estilo renascentista.
 
 

Afonso Henriques e Sancho I, primeiros reis de Portugal, repousam em elegantes arcas tumulares, na capela-mor da igreja, hoje Panteão Nacional.

A fachada do mosteiro exibe elementos estruturais românicos conjugados com a decoração do portal, do século XVI. O Arco Triunfal que precede a frontaria é do século XIX. Nas traseiras do conjunto monástico, situa-se o Claustro da Manga, bela construção renascentista de uma pureza de estilo raramente ultrapassada.
 


A obra, antigamente conhecida por Fonte da Manga, situava-se no centro de um dos três claustros do Mosteiro de Santa Cruz.

O Claustro do Silêncio é manuelino do século XVI, e inclui quatro baixos-relevos, com cenas da Paixão, da autoria de Nicolau
Chanterenne.


Vista aérea do Mosteiro (Google Maps)
 
 



Para mais informações visite:
http://igrejascruz.webnode.pt/
 

 

 

Introdução






Coimbra, uma das cidades mais antigas do país, apresenta um vasto património em diversas áreas e abrangendo um vasto período cronológico. De museus de grande importância nacional a múltiplos edifícios de ordem religiosa, passando pela Universidade e vários parques, Coimbra possui um largo leque de possibilidades a visitar.  Neste blogue irei expor uma selecção sui generis destes espaços de interesse.

 


 
 



Textos (com adaptações):
 
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